Ninfomaníaca-Vol. 2: Crítica

A segunda parte do filme Ninfomaníaca, dirigido pelo diretor Lars Von Trier mostra as consequências do vício da protagonista, Joe, explicado de forma tão simbólica na primeira parte.  E se antes a patologia era vista de modo isolado, agora passa a ser parte de um todo.

 

A ninfomania de Joe começa a ser vista pelo mundo exterior de modo cada vez mais notável e isso faz com que surjam alguns questionamentos acerca do comportamento dela. Questionamentos esses que são típicos de uma sociedade que não está acostumada com o “diferente”, sendo que tudo  o que foge do padrão é considerado “nocivo” para os outros, e isso faz com que o peso sobre os ombros de Joe aumente ainda mais, fazendo com que ela tente frear algo que é tido como pertubardor aos olhos alheios

 

 

 

A exploração por novas formas de prazer também pode ser vista nessa parte do filme como uma consequência da aceitação por parte de Joe sobre quem ela é e como ela enxerga a si mesma. Além disso, ela enfrenta a questão de tentar s adequar a sociedade, ou se a sociedade é quem deve s adequar a pessoas como ela. Tudo isso claro, com uma boa dose de feminismo que o Lars Von Trier soube utilizar muito bem.

 

A segunda parte de Ninfomaníaca revela a profundidade da subjetividade vista antes, e como a felicidade pode ser alcançada (e se há chance de alcançá-la no final das contas) por parte daqueles que levam uma vida diferente, mas de uma maneira muito mais profunda do que  aqueles que se dizem normais, mas sempre com angústias que não são expostas.

 

 

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