The Endless River: A despedida do Pink Floyd

Pink Floyd foi uma importante banda britânica de rock progressivo/psicodélico formada no início dos anos 60. No inicio, os integrantes eram Roger Waters, Syd Barret, Richard Wright e Nick Mason.

Muita coisa ocorreu desde então. Syd Barret foi substituído por David Gilmour após o lançamento do segundo álbum, e o sucesso da banda foi crescendo conforme álbuns conceituais como Atom Heart Mother, Dark Side of the Moon, Wish You Were Here, Animals e The Wall foram lançados, fazendo com que o mundo inteiro passasse a conhecer o trabalho do Pink Floyd.

Desenho de mulheres pintadas com as capas dos álbuns. Da esquerda para a direita: Atom Heart Mother, Ummagumma, Dark Side of the Moon, Wish You Were Here, The Wall e Animals

Alguns outros álbuns foram lançados, Roger Waters saiu da banda devido aos conflitos com outros integrantes, e depois do lançamento do álbum ao vivo Pulse, o Pink Floyd encerrou suas atividades. Mas para se despedir dos fãs com grande estilo, David Gilmour e Nick Mason se uniram (Richard Wright faleceu de câncer em 2008) para criar um último álbum, que conta com canções não utilizadas que foram gravadas durante sessões de gravação  do álbum Division Bell, de 1994.

O álbum foi batizado com o nome The Endless River, e a capa foi desenhada por um garoto egípcio de 18 anos. As músicas são instrumentais em sua grande maioria, com uma pegada mais lounge e não tão progressiva, assemelhando-se assim ao álbum Division Bell, o que acabou irritando os fãs que gostam de trabalhos mais complexos.

As músicas do álbum passam longe dos sons mais  poderosos e agressivos dos álbuns lançados nos anos 70 e não lembra nem um pouco a psicodelia presente em várias músicas da banda. Na verdade, The Endless River  simboliza muito mais o final da banda (e de uma era). É um projeto descompromissado feito por amigos, muito mais do que um disco de “inéditas” ou uma obra do Pink Floyd de fato.

A tranquilidade expressa na maioria das músicas faz com que as pessoas embarquem em uma espécie de viagem. Não aquela nostálgica, que mostra a retrospectiva da banda, mas em uma que mostra como o Pink Floyd é capaz de fazer com que as pessoas alterem suas consciências, mesmo perdendo boa parte de sua essência. É verdade que as canções lembram muito o último álbum de estúdio e nada os álbuns anteriores, mas dá pra ver que (alguns) integrantes que um dia fizeram parte do PF, estão presentes.

Muitos vão falar que o álbum é decepcionante pelo fato de não ter músicas novas, apenas aquelas que foram reaproveitadas de gravações anteriores, e que uma banda como o Pink Floyd deveria ter gravado um álbum 100% novo. Mas muitas vezes as bandas querem apenas passar mensagens, e esse foi o objetivo do último álbum de uma banda que mudou pra sempre a história não só do rock, mas da música como um todo.

Há só uma música que conta com a presença dos vocais de Gilmour, chamada Louder Than Words, cujo refrão mostra como a peculiaridade do Pink Floyd irá ecoar na humanidade pra sempre:

It’s louder than words
This thing that we do
Louder than words
The way it unfurls

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